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IGP mantém liderança em ranking de encontros de desaparecidos

Laboratório analisa e identifica o DNA de ossadas, o que possibilita a entrega às famílias

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Pela 3° vez consecutiva, laboratório do IGP lidera o ranking nacional
Pela 3° vez consecutiva, laboratório do IGP lidera o ranking nacional - Foto: Ascom/IGP
Por Ascom/IGP

O Banco de Perfis Genéticos do IGP/RS continua na liderança nacional no número de Ranks, ou seja, de ossadas e cadáveres identificados a partir do material genético fornecido pelas famílias de pessoas desaparecidas. Conforme o XIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, novamente o trabalho da perícia gaúcha se mantém em destaque. Desde o início do funcionamento do banco até novembro deste ano foram 34 indivíduos identificados por este método. São famílias que puderam finalmente encontrar os restos mortais dos seus desaparecidos, dando a elas uma despedida adequada e encerrando um período de incertezas.
O ranking é organizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base nos dados fornecidos pelas instituições de perícia de 21 Estados. No levantamento anterior, a liderança do RS fora conquistada com 28 matches.

“Conseguimos ter uma taxa mais alta que outros estados porque praticamente não temos passivo de análise de identificações humanas. Como sempre tratamos como urgências os casos de identificação, todos os cadáveres que não puderam ser identificados por papiloscopia ou odontologia forense no RS tem uma amostra de DNA coletada e enviada para a Divisão de Genética Forense. Processamos essa amostra e comparamos com os familiares que buscam seus desaparecidos", explica o Chefe da Divisão da Genética Forense do IGP, Gustavo Kortmann.

A quantidade de perfis inseridos pelo IGP/RS Banco Nacional de Perfis Genéticos foi outro destaque. No segundo semestre de 2020 alcançamos 451 perfis, o que coloca o RS em 4o lugar no ranking nacional. Kortmann também comemora o número crescente de familiares que procuraram o Laboratório de Genética Forense para ceder material durante o ano: passaram de 9 em 2015 para 59 até outubro deste ano. “Mas o número ainda é pequeno frente ao número real de desaparecidos. Quanto mais famílias cederem o material, mais chances teremos de fazer as identificações” afirma.
O Relatório também divulga o número de perfis genéticos coletados em apenados. O RS inseriu 4256 perfis oriundos das penitenciárias, ocupando o sexto lugar nessa categoria. A análise dessas amostras pode apontar a presença de um criminoso em mais de um local de crime, ou inocentá-lo de uma acusação.

O RS tem hoje em seu Banco de Perfis Genéticos 6067 perfis genéticos coletados de vítimas (identificadas ou não), familiares, condenados do sistema penal e vestígios de local de crime. O Banco Nacional possui 91902 amostras. Nas análises de rotina do Laboratório, a prioridade de processamento são os casos criminais onde o IGP-RS dispõe da amostra biológica do suspeito e todas as identificações humanas. Os passos do processo de identificação estão explicados nessa área do site do IGP (clique aqui).

IGP-RS