IGP amplia conhecimentos em Necropapiloscopia Avançada durante curso nacional no Rio Grande do Norte
Capacitação reúne profissionais de todo o país para aprimorar técnicas de identificação humana por impressões digitais.
Publicação:
O Instituto-Geral de Perícias participa, de 19 a 23 de outubro, da 3ª edição do Curso de Necropapiloscopia Avançada, realizado na sede da Polícia Científica do Rio Grande do Norte. Os papiloscopistas Darian Becker Martins e Maria Suelen Almeida de Oliveira representam a perícia criminal gaúcha na capacitação, que reúne profissionais de todas as regiões do país.
A programação combina painéis técnicos e atividades práticas voltadas à identificação de cadáveres por meio das impressões digitais, com foco em situações que exigem técnicas especializadas. Entre os temas abordados estão a localização e a coleta de vestígios em locais de crime e necrotérios, a cadeia de custódia, o tratamento da pele para obtenção de impressões digitais e processos de revelação, registro e confronto de padrões papilares.
As atividades em necrotério contemplam o manuseio adequado de cadáveres em diferentes condições, incluindo decomposição avançada, carbonização, saponificação e mumificação. A proposta é aprimorar a aplicação de técnicas que permitam recuperar impressões digitais mesmo quando as condições do corpo dificultam a identificação.
Identificação humana
A Necropapiloscopia Forense é a área da perícia criminal dedicada à identificação de cadáveres por meio das impressões digitais. O trabalho envolve a coleta minuciosa dos padrões papilares e sua comparação com registros produzidos em vida, como os utilizados na emissão de carteiras de identidade, ou com informações disponíveis em bancos de dados automatizados, como o Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais (AFIS).
Nos casos de maior complexidade, os profissionais recorrem a procedimentos específicos para recuperar esses padrões. Um deles é a técnica conhecida como "luva cadavérica", que utiliza a pele desprendida ou removida dos dedos para viabilizar a coleta das impressões.
A identificação por impressões digitais integra o protocolo de Identificação de Vítimas de Desastres (DVI, na sigla em inglês) e é reconhecida pela Interpol como um dos métodos primários de identificação nestes casos.