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IGP institui a Central de Integração e Gestão de Informações sobre Desaparecidos

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Iniciativa integra a Rede PCI Conecta e busca transformar dados periciais em possibilidades concretas de identificação e de respostas para as famílias
Iniciativa integra a Rede PCI Conecta e busca transformar dados periciais em possibilidades concretas de identificação - Foto: Reprodução
Por Gregório Mascarenhas | Ascom IGP

O Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS) criou, nesta terça-feira (13), a Central de Integração e Gestão de Informações sobre Desaparecidos (CIGID), um importante avanço para unir as informações periciais relacionadas às pessoas desaparecidas e à identificação humana.

A instituição do CIGID leva em conta as ações da Rede PCI Conecta, voltadas à integração de informações e à cooperação entre os órgãos de perícia e identificação.

No Rio Grande do Sul, os trabalhos começam pelo levantamento, organização e sistematização dos dados periciais já existentes. O objetivo é identificar lacunas, estabelecer prioridades e fortalecer a articulação entre as diferentes áreas técnicas do IGP.

A perita criminal Beatriz da Fontoura Pinheiro Beck, que integrou o grupo de trabalho nacional responsável pela construção da Rede PCI Conecta, participou das discussões sobre a implantação das CIGIDs nos encontros realizados em Fortaleza, em setembro de 2026. “A iniciativa integra a Rede PCI Conecta, construída a partir de um trabalho colaborativo nacional entre profissionais da perícia oficial, com apoio do Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica (CONDPCI) e consultoria do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Sua implementação nos estados foi um dos temas centrais dos encontros realizados em setembro de 2026, em Fortaleza, especialmente do I Encontro da CIGID”, explica.

“Mais do que reunir informações, queremos transformar dados que hoje se encontram distribuídos em diferentes setores em possibilidades concretas de conexão. Cada informação pode representar uma peça importante para esclarecer uma identidade e contribuir para que uma família encontre respostas”, destaca a perita.

Para Beatriz, a Central também fortalece a instituição. “A CIGID representa, portanto, uma oportunidade de fortalecer a atuação técnico-científica do IGP, valorizar o trabalho integrado dos seus profissionais e ampliar nossa contribuição para uma missão que é, ao mesmo tempo, pericial e profundamente humanitária.”

A medida foi formalizada pela diretora-geral adjunta do Instituto, Rosane Baldasso. A criação da Central considera a Lei Federal nº 13.812/2019, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas.

Outro fundamento é a normativa nº 004/2026 do Conselho Nacional dos Dirigentes de Polícia Científica (CONDPCI), que estabelece diretrizes gerais para as Centrais de Integração e Gestão de Informações sobre Desaparecidos nas Polícias Científicas dos estados e do Distrito Federal.

IGP-RS