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IGP coloca o Rio Grande do Sul na 4ª colocação entre os estados que mais contribuem com perfis genéticos no Brasil

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Imagem mostra profissional da Divisão de Genética Forense do IGP durante análise laboratorial.
Atuação da Divisão de Genética Forense do IGP fortalece a investigação criminal no Rio Grande do Sul. - Foto: Divulgação | ASCOM IGP
Por Leonardo Ambrosio | ASCOM IGP

O Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP) aparece mais uma vez em posição de destaque no relatório mais recente da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). O documento, publicado na última quinta-feira (3/7), coloca o estado na 4ª posição entre os que mais contribuem com o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

O levantamento reúne dados de todos os estados brasileiros, e mostra que o Rio Grande do Sul, representado pela Divisão de Genética Forense do IGP, fica atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco em número absoluto de perfis cadastrados. O desempenho é ainda mais expressivo quando se analisam exclusivamente os perfis extraídos de referências criminais: nesse recorte, o estado sobe para a 3ª colocação.

O resultado reforça o trabalho técnico e qualificado desenvolvido pela Divisão de Genética Forense do IGP, que atua na identificação genética como ferramenta de apoio à investigação criminal, à justiça e à segurança pública.

O QUE É A REDE INTEGRADA DE PERFIS GENÉTICOS?

Logotipo da RIBPG.
RIBPG integra perfis genéticos de todo o país para reforçar a identificação criminal e de pessoas desaparecidas. - Foto: Divulgação | gov.br

A RIBPG é uma ação conjunta das Secretarias de Segurança Pública dos Estados, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e da Polícia Federal (PF), que tem como objetivo a manutenção, compartilhamento e comparação de perfis genéticos para auxílio de apurações criminais, na identificação de pessoas desaparecidas e instrução processual. Ela é responsável pela gestão do BNPG, que armazena e confronta dados genéticos coletados por todos os 23 Bancos de Perfis Genéticos estaduais e da PF, espalhados pelo país.

Semanalmente, os bancos de perfis genéticos estaduais compartilham os dados com o BNPG, para que possam ser confrontados de forma interligada, inclusive por órgãos de fora do país, como é o caso da Organização Internacional de Polícia Criminal - a INTERPOL, de acordo com a legislação. Desde 2018, o BNPG insere periodicamente perfis genéticos nas bases de dados da INTERPOL, visando à identificação de pessoas desaparecidas e a resolução de crimes.

COLABORAÇÃO DO INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS É FUNDAMENTAL

Atualmente, o Banco Nacional de Perfis Genéticos conta com 254,5 mil perfis genéticos, sendo que 25,1 mil são provenientes do Banco de Perfis Genéticos do RS, administrado pelo IGP. Esses dados colocam o Rio Grande do Sul na 4ª colocação do ranking estadual de contribuições de perfis genéticos, atrás apenas de PE, MG e SP. Mas os números são ainda mais expressivos quando olhamos especificamente para os dados extraídos de referências criminais. De todos os 193,3 mil perfis extraídos de referências criminais constantes no BNPG, 21,8 mil foram incluídos pelo IGP, o que coloca o RS na terceira colocação estadual, superando o Estado de São Paulo e permanecendo atrás apenas de PE e MG.

"É com satisfação que recebemos mais esse reconhecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Os números positivos do Instituto-Geral de Perícias neste relatório são um reflexo direto do trabalho sério, técnico e comprometido desenvolvido por toda a equipe. A identificação genética é uma ferramenta fundamental para o fortalecimento da justiça e da segurança pública, e o IGP tem atuado com excelência também nesta área", destacou o diretor-geral do instituto, Paulo Barragan.

MAS COMO ESSES DADOS ESTÃO AJUDANDO NA SOLUÇÃO DE CRIMES?

Imagem mostra profissional do IGP trabalhando na Divisão de Genética Forense.
Divisão de Genética Forense do IGP coloca o RS entre os estados que mais contribuem com perfis genéticos no Brasil. - Foto: Divulgação | ASCOM IGP

As bases de dados de DNA são fundamentais para que seja possível relacionar um vestígio biológico a um indivíduo e, desta forma, identificar possíveis autores de delitos. Mantendo um banco atualizado, as autoridades têm maior chance de encontrar uma coincidência genética a partir de materiais extraídos em uma cena de crime. Desta forma, pequenos vestígios recuperados de um local de morte violenta pelos peritos criminais, por exemplo, podem levar até a identidade de um criminoso, contribuindo de forma significativa com o desfecho das investigações, através da prova técnica.

Mas não para por aí.

Paralelamente à aplicação criminal, os bancos de perfis genéticos brasileiros também atuam na identificação humana através da comparação genética entre restos mortais e familiares de pessoas desaparecidas. O desaparecimento de indivíduos é um problema que afeta muitas famílias brasileiras, sendo que mais de 80 mil pessoas desapareceram apenas no ano de 2023, conforme apontou o último relatório da RIBPG. E a atualização dos bancos de perfis genéticos pode contribuir na investigação desses quase 220 desaparecimentos diários.

Isso porque, nesses casos, após o registro da ocorrência junto às autoridades competentes, os familiares mais próximos dos desaparecidos são convidados a fornecer seus materiais genéticos para fins de comparação. A partir daí, os laboratórios buscam um "match" junto aos bancos, com amostras provenientes de restos mortais não identificados, bem como indivíduos vivos que ainda não têm identidade conhecida - como acontece com aqueles que perderam a memória, por exemplo.

Os últimos dados publicados pela RIBPG mostram que o IGP já conseguiu encontrar coincidências entre vestígios e indivíduos em 198 casos criminais, além de ter auxiliado em mais de 290 investigações. O instituto também já promoveu a identificação de mais de 100 restos mortais por meio do banco de perfis genéticos. Todos esses dados enaltecem a colaboração dos profissionais do IGP junto ao cenário nacional de elucidação criminal e combate efetivo à impunidade.

IGP-RS