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Perícia ajuda polícia a localizar gaúchos fora do Estado

Trabalho dos papiloscopistas do IGP identifica impressões digitais de desaparecidos e criminosos

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Perícia ajuda polícia a localizar gaúchos fora do Estado
Confecção da Carteira de Identidade pelo IGP - Foto: Divulgação

Identificar um cidadão aqui no Rio Grande do Sul é a rotina dos papiloscopistas do IGP. Nosso cadastro tem mais de nove milhões de identidades – se alguém fez a carteira de identidade por aqui, suas impressões digitais foram recolhidas e digitalizadas, e podem ser acessadas a qualquer momento. Localizar um gaúcho fora do Estado é uma tarefa mais complexa, mas igualmente possível. Frequentemente, o Departamento de Identificação recebe solicitações de órgãos policiais de outros Estados, como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal.

Há algum tempo, a polícia do Rio de Janeiro enviou as impressões digitais da irmã de um conhecido lutador de MMA, que estava desaparecida. A intenção era saber se a moça poderia ter emitido outra Carteira de Identidade aqui no Estado, ou se havia falecido e sido enterrada como desconhecida.
Em outra situação, foi possível identificar um corpo de uma gaúcha encontrado no litoral, em Santa Catarina e de um rapaz, que se suicidou. “Conseguimos dar uma resposta à família, que já havia o procurado em delegacias e no Departamento Médico Legal aqui em Porto Alegre. Além disso, evitamos que ele fosse enterrada como desconhecido” salienta Ana Celina Coutinho, chefe da Divisão de Perícias de Identificação Civil do IGP. Da mesma forma, o IGP identificou um casal de gaúchos que foi assassinado naquele Estado, e um estelionatário que aplicava o chamado “golpe do bilhete” em São Paulo.

O método de identificação segue o mesmo adotado no trabalho feito aqui. As impressões são submetidas ao sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System), que fornece cerca de vinte possíveis candidatos. O papiloscopista, então, faz a análise pericial de confronto papiloscópico, para obter a identidade da pessoa. Nos casos em que a coleta submetida à análise apresenta má qualidade, é possível melhorar a imagem com o uso de softwares de edição. O processo de identificação pode ser concluído em cerca de 24 horas, nos pedidos urgentes.

IGP-RS