IGP atua em operação nacional de combate a crimes ambientais na Mata Atlântica
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O Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS), por meio da Seção de Perícias Ambientais, participou da Operação Mata Atlântica em Pé 2025, ação coordenada pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA) do Ministério Público Estadual. Realizada entre os dias 15 e 26 de setembro, a operação mobilizou diferentes órgãos de fiscalização e proteção ambiental no combate ao desmatamento ilegal no bioma.
A participação do IGP foi decisiva na coleta de provas técnicas que subsidiarão responsabilizações civis e criminais. Ao todo, a equipe de 10 peritos criminais ambientais atendeu 53 polígonos de alertas de desmatamento identificados pela plataforma MapBiomas. Destes, 15 foram vistoriados presencialmente e 38 analisados de forma remota, com o uso de bases georreferenciadas e imagens de satélite.
Resultados parciais
As perícias criminais apontaram aproximadamente 164,9 hectares de desmatamento sem licenciamento ambiental no interior do estado. A valoração dos danos resultou em um prejuízo estimado de R$ 37.051.670,47, cifra que será utilizada no processo de responsabilização dos infratores.
Segundo a perita criminal Renata Cardoso Vieira, chefe da Seção de Perícias Ambientais, o trabalho é decisivo para a proteção do patrimônio natural gaúcho: “O trabalho da perícia criminal ambiental gaúcha é essencial na obtenção de provas robustas que permitam o encaminhamento das penalizações dos crimes ambientais, reforçando a importância da perícia ambiental no apoio à Justiça e na proteção do patrimônio natural do Estado”, afirmou.
Os laudos ainda estão em fase de elaboração e devem ser concluídos até dezembro deste ano.
Operação nacional
A Operação Mata Atlântica em Pé é uma ação de âmbito nacional, realizada simultaneamente em 17 estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, além do IGP, participaram da edição de 2025 a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA), o Batalhão Ambiental da Brigada Militar e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). No total, as ações abrangeram 35 municípios gaúchos, reforçando o uso de tecnologia de ponta, como imagens de satélite e sensoriamento remoto, para fiscalizar e coibir o desmatamento.